Pernambuco

Feminismo

Marcha Mundial das Mulheres realiza escola de formação no Recife

A Escola está com inscrições abertas

Brasil de Fato | Recife (PE) |
As atividades da Escola de Formação Popular Feminista estão acontecendo na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT)
As atividades da Escola de Formação Popular Feminista estão acontecendo na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT) - Taise Silva/Divulgação

Proporcionar a formação política para mulheres, em uma perspectiva feminista. Esse é um dos objetivos da II Escola de Formação Feminista Popular Soledad Barret que está com processo aberto para qualquer mulher interessada em participar. A Escola é uma iniciativa do Núcleo Soledad Barret, da Marcha Mundial das Mulheres, e está em sua segunda edição. Nesta etapa, o primeiro módulo foi realizado no último dia 08 de julho e segue com mais duas etapas ainda com inscrições abertas.
“É um curso de formação política, um processo de estudo e organização sobre feminismo popular e envolve um processo de três etapas de formação onde a gente coloca mulheres em toda sua diversidade para discutir e se apropriar da teoria e a partir da teoria modificar a prática, se organizar e lutar”, explica Maria Paula, militante da Marcha Mundial das Mulheres.
As próximas etapas acontecerão nos sábado 29 de julho e 26 de agosto e as mulheres interessadas que tiverem filhos podem levá-los, pois a formação conta com um espaço para crianças com pessoas responsáveis por elas. “Qualquer mulher interessada em participar pode vir, a gente fez um processo de inscrição, mas está aberta, pode mandar e-mail para a gente dizendo do interesse de participar. Pode vir para as próximas etapas mesmo sem ter participado da primeira”, explica Paula.
Patricia Reis é estudante de mestrado e participou do primeiro módulo da escola. Para ela, "“a iniciativa do Núcleo Soledad está sendo muito positiva, porque além de estudar autoras feministas, a gente partilha vivências e experiências que temos. O que achei interessante também na escola foi a continuidade dos encontros em datas pré-marcadas,o que dá pra gente organizar, ler os textos com tempo, e também o espaço da fala, que eu acho muito importante, porque temos a oportunidade de partilhar o que aprendemos com os textos. É uma iniciativa que deveria ter mais vezes”.
Maria Paula reforça que a proposta da escola é discutir temas importante para o feminismo. No primeiro módulo, a formação aprofundou conceitos feministas e debateu a divisão sexual do trabalho. “Nas próximas etapas, pretendemos estudar a formação social do Brasil na perspectiva feminista, a participação das mulheres em processos revolucionários e discutir um projeto feminista popular para o Brasil”, explica Paula.
As atividades da Escola de Formação Popular Feminista estão acontecendo na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT), na Rua Dom Manoel Pereira, 183, Boa Vista - próximo à Universidade Católica de Pernambuco. Outras informações ou interesse em participar podem ser enviadas para o e-mail: [email protected].

Edição: Monyse Ravena