Pernambuco

COLUNA DOS CLUBES

Coluna Coral | O Carro Chefe

Dentro de campo, o chamado "carro chefe" vai de mal a pior

Brasil de Fato | Recife (PE) |
Time passou por 16 contratações de jogadores, um técnico demitido e duas eliminações precoces - Rafael Melo/Santa Cruz

Amigos corais, confesso que a alegria que senti no dia em que a nova diretoria foi eleita é totalmente inversa ao sentimento de hoje. É inegável que precisávamos de mudança e que demos um passo muito importante para a redemocratização do clube, como por exemplo, na última Assembleia Geral feita de forma on-line onde foi aprovado com 98% de aprovação o novo Estatuto do Santa. Porém, dentro de campo, o chamado "carro chefe" vai de mal a pior. 

Olhando o retrospecto até agora desde que a atual gestão tomou posse, foram 16 contratações de jogadores, um técnico demitido e duas eliminações precoces: Copa do Nordeste e Copa do Brasil.

Nesta última quarta-feira enfrentamos o time do Salgueiro, desta vez pelo Campeonato Pernambucano e ficamos no 0x0 no Arruda. Em tese, o jogo seria melhor, tecnicamente falando, haja vista que o novo técnico Alexandre Gallo teve mais tempo para comandar a equipe. Mas o importante não é analisar o resultado em si, mas o time. Se o resultado foi pífio, a atuação foi vexatória. O lugar de Derley definitivamente não é na lateral direita. O Carcará respeitou muito o Santa no primeiro tempo, onde tivemos um pouco mais de posse de bola. Já no segundo... 

Apesar de não termos triunfo em 2020, o elenco não era ruim. Prova disso foi a primeira fase da série C, onde o Santa foi avassalador. Nós precisávamos apenas de alguns reforços e contratações. Porém a atual gestão não quis dar continuidade àquele elenco. Entendi que queriam começar do zero mesmo, aproveitar apenas algumas peças. A dispensa de Paulinho e Didira foi de certa surpresa no elenco. E eu até concordo que ela poderia ser feita. Mas talvez não naquele momento, não daquela forma. 

Não sei das razões internas, mas a saída do executivo de futebol Ney Pandolfo (único profissional naquele momento de maior conhecimento sobre o mercado e contratações) foi marcada por algumas polêmicas nos bastidores. Ao meu ver, deixamos escapar um ótimo executivo.

Menos de quatro meses é pouco tempo de gestão, isso é fato. Mas a diretoria não vai poder carregar pra sempre o discurso de "Maldita Herança" (Fazendo uma referência das gestões passadas). É um julgamento prematuro, mas alinhando e enumerando os tropeços dessa atual diretoria e talvez o pouco conhecimento de futebol mostrado nesse início nos leva a pensar que vai ser mais do mesmo. Mês que vem começa a série C e é necessário um maior critério no quesito de contratações, pois com esse time é difícil de acreditar no acesso. É preciso priorizar o chamado Carro Chefe para evitar mais um ano de vexame. Muitos foram os erros cometidos nas gestões anteriores. Resta saber se aprendemos ou não com eles. Ainda dá tempo.

*Thammy é seguidora do Santa Cruz

Edição: Vanessa Gonzaga